m seu romance de estreia, a autora reúne personagens bem construídas, que atravessam momentos-chave da vida com coragem e sensibilidade.
Domingo, o dia da semana tradicionalmente dedicado ao descanso, é também um estado de espírito, lugar de conforto ou dor, acolhida ou solidão. Neste livro, Ana Lis Soares condensa nas narrativas das sete “personagens- -ilhas” a grandeza subjacente aos rituais simples e rotineiros dos domingos. São sete trajetórias que se tangenciam para formar um romance autêntico e precioso, em que, ao longo das horas de um domingo, tais personagens tecem reflexões, lidam com perdas, elaboram dificuldades e alegrias e percebem, no sofrimento ou no êxtase, a epifania de estar vivo.
Das bem traçadas linhas de Soares nascem Beatriz, que atravessa o dia imersa em lembranças e desejos, sobretudo o de se reconectar com a filha, Amanda; Bárbara, artista plástica fascinante, viva no corpo e no pensamento de seu companheiro José; Sofia, que, prestes a dar à luz, se dedi