Durante o governo Vargas, o Estado brasileiro estruturou uma política de saúde que tinha como objetivo separar e isolar parcelas da população portadoras de características físicas e culturais consideradas inadequadas para a formação do povo brasileiro.
Em contraste com a imagem amplamente difundida de um país racialmente tolerante, sem conflitos intensos ou políticas explícitas de segregação e extermínio, onde o eugenismo teria sido mais brando, este livro apresenta uma perspectiva oposta.
A partir da análise de documentos oficiais e revistas científicas da época, a obra revela um capítulo pouco conhecido da história nacional. Descreve o processo de construção da doença e do doente, e as diversas tentativas até se chegar à criação de instituições asilares específicas, semelhantes a pequenas cidades, destinadas ao confinamento daqueles considerados “impróprios” para o projeto de nação.
O cotidiano dos internos, as experiências médicas e o rompimento de laços familiares são algumas das t