As doenças infecciosas fazem parte do nosso dia a dia na emergência. Elas chegam
em formas muito diferentes: a febre de início recente, a tosse do idoso fragilizado,
a ferida que não cicatriza, a dor abdominal que não fecha com a história, a criança
que piorou em poucas horas, o paciente imunossuprimido que “não está bem” e não
sabe explicar por quê. Em todas essas situações, o que muda o desfecho é reconhecer
padrões, identificar sinais de gravidade e tomar decisões simples e oportunas — mesmo
quando os dados ainda são incompletos.
Este manual foi escrito para apoiar exatamente essas decisões. Ele busca traduzir
a melhor evidência disponível para a realidade do pronto-socorro, com orientações
práticas, linguagem clara e foco no que muda a conduta. A proposta é ajudar você a
começar bem, reavaliar com método e comunicar com transparência, colocando o
paciente e o contexto em primeiro plano.
A organização reflete o fluxo da prática:
ƒ Parte 1 — O Adulto Crítico na Emergência: condições