O romance memorialístico da autora de Cartas a uma negra é uma obra antirracista e feminista."Entre a bem-aventurada ignorância dos primeiros anos e o momento em que cada pessoa toma consciência de si, há um tempo em que o diminuto ser se volta para a vida como planta ávida pela primavera. Um tempo mais ou menos ensolarado ou povoado de maravilhoso. O erro é imaginar que as crianças são incapazes de ter sentimentos tumultuosos e dizer, a propósito de tudo e nada, que elas não entendem."Assim se inicia O tempo da infância, romance de formação sob o olhar de uma criança, que traça a imagem de uma vida camponesa e modesta em Morne-Rouge, na Martinica dos anos 1920. Graças à escrita cheia de vivacidade de Françoise Ega, a quem os leitores brasileiros conhecem por Cartas a uma negra — um arrebatador diálogo imaginário com a vida e a obra de Carolina Maria de Jesus —, mergulhamos na trajetória dessa garota humilde e negra que reconta sua vida numa comunidade rural antilhana nas primeiras déc