Despatologiza chega no tempo certo: quando o vocabulário psiquiátrico já se confunde com a forma como nomeamos a nós mesmos.
Com uma escrita afiada, Flávia Albuquerque apresenta ao mundo uma análise brilhante sobre a produção do sofrimento contemporâneo, em que sujeitos são resumidos aos seus diagnósticos sob a tutela de um mercado que prefere medicalizar a transformar.
Sua escrita é, ao mesmo tempo, generosa e implacável. Generosa com quem sofre, com quem se busca, com quem ainda não sabe nomear o que sente. Implacável com os dispositivos que transformam sofrimento estrutural em falha individual. Aqui, não espere respostas simples: a autora ilumina cada traço da nossa vida psíquica e restitui a espessura histórica, política e coletiva que pulsa em nós.
Este é o tipo de livro que reorganiza o pensamento e devolve a quem o lê a potência crítica de não se reduzir a um rótulo. Uma leitura formativa, combativa e das mais necessárias do nosso tempo.