Em um momento de conversa à mesa com sua filha, um turbilhão de lembranças da infância invade a narradora, dando início a uma jornada íntima e detalhada por suas Reminiscências. O livro é uma tapeçaria de memórias que transporta o leitor para o sertão do Ceará, mais precisamente para a fazenda “Prazeres”, lar da avó materna, Etelvina.
A cada dezembro, janeiro e fevereiro, a grande família se reunia para viver a vida simples e livre da fazenda, repleta de banhos de riacho, brincadeiras e histórias contadas por contadores, como José Pereira, que entoava a lenda do “pavão misterioso”. A narrativa aprofunda-se nos laços familiares, revisitando a figura do pai, um homem simples que proporcionava momentos incríveis, e da avó paterna, Isabel, uma mulher tida como louca após um puerpério infeliz, a quem a narradora se conectava por meio de um cafuné em seus longos cabelos brancos.
A jornada acompanha a transição da menina tímida e solitária em Crateús, que não temia quebrar regras por seus est