Muito tempo se passou para que os tumores da infância iniciassem o processo de desmistificação da oncologia pediátrica. Tudo era um enigma para a família, as cautelas, as preocupações do corpo clínico eram todas muito complicadas e exasperantes. As cefaléias malignas, incontroláveis, progressivas, a hidrocefalia, a exoftalmia, o terror da hipertensão endocraniana, o temor e o pavor de engasgamento das amígdalas cerebrais espontaneamente ou pela colheita liquórica, levavam os pacientes, os familiares e o corpo clínico à situações de desconforto e de difícil controle. Novas aprimorações da imageologia permitiram diagnósticos mais precisos e mais precoces, até mesmo acidentais, porém foram os grandes responsáveis pela desmistificação dos tumores de sistema nervoso infanto-juvenil.